Os mapas de usos das terras, referentes aos anos de 1994 e de 1997, foram elaborados depois de checagens de campo. Só após essa padronização in loco é que os dados que contemplam as diversas categorias tais como: as matas, os reflorestamentos, as pastagens, as culturas anuais, as várzeas, os portos de areias, as áreas urbanas, etc., entre outras formas de usos, foram considerados apropriados para serem armazenados de forma definitiva e destinados à fase de processamento e análise.
As quantificações dos usos para as duas épocas são apresentadas no Quadro 1. Nota-se que em relação às percentagens das categorias referentes à vegetação natural (mata, mata ciliar, mata mista e capoeira), se somadas, se mantiveram no ano de 1997, idênticas ao uso da terra verificado para o ano de 1994. As pequenas distorções ocorridas, provavelmente possam ter sua origem nas dificuldades de se identificar e separar nas imagens utilizadas algumas categorias de usos da terra.
As áreas de reflorestamentos com eucaliptos aumentaram timidamente, quando se compara as duas épocas estudadas. Da mesma forma, as categorias de usos da terra referentes às áreas urbanas e de chácaras, tiveram um crescimento lento. Por outro lado, as áreas em urbanização, bem como as áreas industriais tiveram um desenvolvimento razoável, mostrando que nos últimos três anos houve um grande impulso nesse setor.
As áreas de capineira têm aumentado com o decorrer do tempo. Nelas, predominam as forrageiras como Capim Napier, Colonião e outras de menor expressão em termos de área cultivável, que são utilizadas basicamente para a alimentação de gado e/ou eqüinos.
As percentagens das categorias referentes às culturas perenes e anuais, bem como referentes às pastagens (pasto limpo e pasto sujo) mostram que, o Município de Jaguariúna, passa por um período de transição, com um razoável decréscimo dessas categorias em detrimento de um maior predomínio da cultura da cana-de-açúcar. Destaca-se ainda, o grande decréscimo percentual de áreas ocupadas com laranjais.
A partir dessas quantificações, foi possível obter-se um indicativo da vocação do Município de Jaguariúna, quanto ao uso de seus solos. Elaborou-se, então, os sistemas de usos da terra (discutidos a seguir) que, supostamente, seriam mais apropriados ao uso e manejo sustentável de seus recursos naturais.

